| |
A introdução
da cana-de-açúcar no Brasil
A
cana-de-açúcar chegou ao Brasil no século
XVI, junto com os portugueses. O primeiro alvará que
trata sobre a introdução da cana de açúcar
no Brasil data de 1.516, expedido pelo rei de Portugal, D.
Manuel. As primeiras mudas vieram em 1532, na expedição
marítima de Martim Afonso de Souza.
Aqui
a planta espalhou-se em solo fértil, com a ajuda do
clima tropical quente e úmido e da mão-de-obra
escrava vinda da África. O registro dessa nova colônia
enriqueceu Portugal e espalhou o açúcar brasileiro
- assim como aquele produzido na América Central, na
colonização de franceses, espanhóis e
ingleses - por toda a Europa. O açúcar era usado
pelos europeus até então como remédio
e de forma comedida para adoçar os pratos, comprado
em boticas. Em virtude do aumento das exportações
de açúcar de cana para a Europa, em função
de seu preço baixo e do consumo crescente, a agricultura
canavieira se caracterizou como o setor mais importante da
economia colonial brasileira.
No
sul do país, o primeiro engenho foi criado justamente
por Martim Afonso de Souza em 1532, assim que as primeiras
mudas de cana chegaram. Instalado em São Vicente, o
engenho chamava-se "Senhor Governador" e contava
com gente qualificada trazida da Europa para esta finalidade.
As plantações e os engenhos da Zona da Mata
nordestina e do Recôncavo Baiano constituem o maior
pólo açucareiro da colônia, seguido por
áreas do Maranhão, do Rio de Janeiro e de São
Paulo. O primeiro engenho nordestino foi fundado por Jerônimo
de Albuquerque em Pernambuco, em 1535, chamado de Engenho
de Nossa Senhora da Ajuda, próximo a Olinda. A partir
de 1538 eles se espalharam pelas margens da Baía de
Todos os Santos. A terra escura da região, o massapê,
foi propícia à expansão da cultura canavieira
na região.
|