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A maioria dos ataques do coração pode ser prevista por nove fatores de risco, fáceis de serem medidos, e que são os mesmos para praticamente todos os habitantes do planeta: tabagismo, lipídios (gorduras), hipertensão arterial (pressão alta), diabetes, obesidade, dieta (baixo consumo de frutas e vegetais), falta de atividade física, consumo de álcool e fatores psicossociais (como o estresse).
É o que indica o estudo Interheart, uma pesquisa feita por instituições canadenses com 29 mil pessoas, em 52 países. Em todo o mundo, os nove fatores somados correspondem a mais de 90% dos riscos de infarto do miocárdio. O que demonstra a possibilidade de prevenir a maioria dos ataques de coração prematuros.
A prevenção pode ser feita a partir de um pacote de exames conhecido como check-up. O início do ano - época em que a vontade de mudança e renovação se apresenta com mais força na vida das pessoas - é uma boa fase para fazer um exame completo de saúde, contribuindo para a prevenção ou fazendo um diagnóstico precoce das doenças e aumentando a possibilidade de cura.
Um programa de check-up é composto por consultas com especialistas, exames clínicos, testes funcionais, exames laboratoriais, entre outros, a partir da idade, sexo, antecedentes familiares e hábitos de vida de cada paciente. A avaliação vai detectar os fatores de risco e apresentar as possibilidades de tratamento
De acordo com a cardiologista Divina Seila de Oliveira Marques, um check-up cardíaco é importante principalmente para mulheres acima de 40 anos e homens com mais de 35. “Com os exames e o diagnóstico, muitas doenças podem ser evitadas, pois podemos tomar as medidas preventivas”.
A médica alerta que a população sofre com a obesidade ou a hipertensão, por exemplo, muitas vezes sem saber dos riscos desses fatores. “Tem gente que nunca mediu a pressão arterial, não tem o controle do peso, não sabe a dosagem do colesterol. Os exames possibilitam o diagnóstico precoce e a prevenção de problemas cardíacos”.
Um check-up cardíaco simples requer exames clínicos, eletrocardiograma, exames de sangue, teste de esforço físico e outros adequados à necessidade de cada paciente. O estado emocional também pode revelar um fator de risco psicossocial importante, que é o estresse, tão preocupante quanto a obesidade e a hipertensão.
O estudo Interheart detectou melhor controle dos fatores de risco e uma redução dos coeficientes de mortalidade nas últimas décadas. No Brasil, entretanto, os resultados ainda são muito díspares. De acordo com a pesquisa, algumas regiões têm uma tendência à redução nos coeficientes de mortalidade, enquanto outras apresentam índices em franca ascensão. O quadro requer ações permanentes e continuadas.
O aumento dos casos de diabetes, colesterol , pressão alta, estresse, entre outros, é decorrente, em grande parte, da má alimentação, da falta de exercício físico e das “facilidades” do mundo moderno, que induzem a hábitos prejudiciais. As dicas da médica Divina Seila para combater esse quadro são simples: “comer direito, fazer exercícios regularmente e não se estressar”. E estar sempre em dia com o coração. |

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