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O
dia era 8 de março de 1.857. Na data, 129 tecelãs
de uma fábrica de tecidos de Nova York fizeram uma
paralisação para reivindicar o direito a uma
jornada de 10 horas de trabalho. A polícia reprimiu
violentamente a manifestação. Refugiadas dentro
da fábrica, elas foram trancadas pelos policiais e
proprietários da empresa, que atearam fogo em tudo
e mataram as operárias carbonizadas. A luta dessas
mulheres ficou marcada e foi relembrada em outras batalhas
de movimentos feministas pelo mundo. Em 1975, a Organização
das Nações Unidas reconheceu oficialmente o
8 de março como o Dia Internacional da Mulher.
Quase 150 anos
depois, a luta por uma sociedade mais justa e igualitária
continua. A importância da população feminina
na força de trabalho brasileira aumenta. Entretanto,
a inserção no mercado ainda se dá de
forma diferenciada, apesar das barreiras vencidas e das oportunidades
abertas. De acordo com o Censo 2000, 24,9% das mulheres são
responsáveis pelos domicílios particulares no
Brasil. Muito já se caminhou na luta por igualdade,
mas ainda assim é comum encontrar mulheres que ganham
menos que os homens desempenhando a mesma função.
As mulheres
também representam 41,39% da população
economicamente ativa do País, muitas vezes tendo que
encarar uma dupla jornada de trabalho, como profissional e
dona de casa. Como conciliar as coisas? Como distribuir o
tempo quando se trabalha fora durante o dia e, à noite,
inicia outra jornada como mãe, mulher, dona de casa?
Tudo que se espera por parte de um profissional no mercado
se aplica em ambos os sexos. O problema é ao chegar
em casa. Nem todos compartilham a rotina doméstica.
Se o casal trabalha fora, a primeira medida é deixar
claro a necessidade de ajuda mútua.
Algumas dicas
são básicas para facilitar a vida. A primeira
é dividir com filhos e marido tarefas como arrumar
a cama, colocar a mesa das refeições, tirar
o lixo, lavar uma loucinha, secar o banheiro... Mais básico
que isso: lavar o copo depois de tomar água - e não
jogá-lo dentro da pia. Juntar brinquedos, roupas espalhadas
pelo quarto e estender a toalha molhada não vai atrapalhar
a rotina de ninguém – a não ser que uma
única pessoa sozinha tenha que fazer isso todo santo
dia.
O maridão
também pode colaborar nas compras, sem se esquecer
que a lista não se limita às preferências
dele. Lembre que a família precisa se alimentar, a
casa requer limpeza, as roupas precisam ser levadas. Lidar
com os problemas domésticos enquanto está no
trabalho também pode ser função do casal.
Atender a um chamado de casa ou driblar uma birra do filho
que não quer comer, ir a uma reunião na escola,
ver quem leva e quem vai buscar. A comunicação
é fundamental para isso dar certo. Conversem e combinem.
Afinal, uma mãe trabalhando fora de casa muda a rotina
de qualquer família. |

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