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Início
de ano é sempre a mesma coisa. Momento de fazer planos,
recomeçar... Reformar a casa, trocar o carro, fazer
aquela viagem... Mil idéias, que às vezes são
abandonadas logo nos primeiros meses. Na questão financeira,
o planejamento é fundamental para não perder
de vista os projetos. Mas como fazer isso de maneira simples
e eficaz?
O economista João Carlos Barbosa Perez dá algumas
dicas. Ele atua profissionalmente na área de orçamento
e planejamento e utiliza seus conhecimentos para administrar
as finanças da própria casa. Mas garante que
não é preciso ser especialista para fazer um
bom planejamento doméstico. “Havendo eficácia
para determinar receitas e despesas, a execução
do planejamento será bem-sucedida em torno de 90, 95%.
É importante o acompanhamento, para realizar possíveis
ajustes sem que haja comprometimento”, ensina.
João Carlos diz que a realização dos
projetos requer compatibilidade com a renda. Em determinados
casos, é necessária uma redução
significativa de custos. Em outros, há a alternativa
de ampliar as receitas, com a aplicação de parte
dos recursos do orçamento. “Renda extra, que
poderá ser utilizada nos projetos”.
Para obter o controle financeiro é preciso fazer uma
aplicação do orçamento doméstico,
prever as receitas e fixar os gastos, priorizando as despesas
básicas (alimentação, saúde, educação).
Além disso, evitar a utilização de cheques
especiais e limites, o uso excessivo do cartão de crédito
e empréstimos bancários. “A taxa de juros
praticada é superior ao índice de inflação,
utilizado para correção dos salários,
aluguéis e outros”, explica. Os empréstimos
requerem uma precaução ainda maior (ver dicas).
O
objetivo do planejamento é evitar sofrimentos, independente
da renda das pessoas. “A proposta não é
abrir mão de tudo, e sim dos exageros. Muitas vezes,
o consumo é motivado não pela necessidade, mas
pela influência de uma sociedade consumista. É
importante a conscientização na hora de realizar
um gasto”. O ideal, na opinião do economista,
é buscar a maximização das necessidades,
com o mínimo de recursos possíveis.
Dicas
do economista:
Investimentos: A melhor opção
para pessoas conservadoras são os fundos de investimentos
de renda fixa, cuja composição, em sua maioria,
refere-se a títulos públicos. Em 2005, o rendimento
médio desses fundos – que oferecem possibilidade
de liquidez imediata, sem prejuízos ao investidor -
foi bem superior ao índice da poupança. Entretanto,
há incidência de CPMF e Imposto de Renda, que
mesmo deduzidos também são superiores à
poupança.
Outras
opções: Existem investimentos mais
ousados, como o segmento de Renda Variável, ações
- não muito praticados no Brasil. As oscilações
são freqüentes, o ganho poderá ser maior,
assim como a perda. Indicados para quem tem um excedente financeiro.
Empréstimos: As instituições
financeiras utilizam os ‘juros por dentro’, ou
seja: em um empréstimo de R$ 1.000,00, o banco credita
ao valor já deduzido a taxa de juros informada. Exemplo:
4% - o valor creditado é R$ 960,00. Se pegarmos R$
960,00 e aplicar os 4%, o valor é de R$ 998,40. A taxa
de juros aplicada é de 4,16%, e não de 4%.
Compras a prazo: há cobrança
de juros, na maioria das vezes exorbitantes. Evite pagamentos
parcelados, cuja taxa de juros média é de 4%
ao mês. Nos pagamentos à vista é possível
obter desconto. Evite contagiar-se por propagandas de parcelamento
a longo prazo.
Contas
de início de ano: Se houver disponibilidade
financeira é interessante realizar os pagamentos, pois
os descontos são altos nos casos de IPTU e IPVA.
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