A educação
de um filho exige cuidados e atitudes equilibradas, pois será
a base para alguém que está aprendendo a caminhar
na vida. Requer afeto, respeito, atenção, orientação,
diálogo, disciplina e paciência. Cabe aos pais
ensinar o filho a se cuidar e a cuidar do outro. Às
vezes, a tarefa fica por conta apenas de um – a mãe
ou o pai.
Na opinião
da psicóloga Neide Zucoli, a função materna
está relacionada ao afeto, à nutrição
e ao aconchego, preparando o filho para o relacionamento com
o outro, ensinando-o a criar vínculos. Por isso, precisa
ser equilibrada com firmeza e autoridade, além de conhecer
limites. “É na família que a pessoa aprende
a ser cuidada, a cuidar-se e a cuidar do outro. Uma boa educação
vai preparar o filho para viver em sociedade com sua individualidade,
sem esquecer da relação com os outros”.
Outro fator
importante é a consciência de educar os filhos
sabendo que eles não são de sua propriedade.
Os pais têm que saber “tornar-se desnecessários”
à medida que o filho adquire maturidade e autonomia.
Entretanto, crianças estão se achando “independentes”
cada vez mais cedo e, por isso, é importante ficar
atenta aos limites.
“O filho
que só faz o que tem vontade não aprende a se
preocupar com as necessidades dos outros, tornando-se individualista,
egoísta, e não independente”. Cabe aos
pais estabelecer ambientes saudáveis de diálogo
e participação na vida familiar, bem como estar
atento às necessidades dos filhos. A criança
não pode decidir sobre algo que ainda não tem
maturidade para avaliar ou responsabilizar-se.
Muitas mães
– às vezes alguns pais – ainda conseguem
dedicar seu tempo aos filhos. E quando ambos trabalham fora?
Há os que delegam a educação à
escola. Isso pode ser complicado. A psicóloga alerta
que a instituição não pode substituir
a participação dos pais na educação.
“A criança não tem na escola a mesma atenção
às suas necessidades individuais que teria na família,
onde se forma seu sistema de valores, que vai ser enriquecido
na convivência social - da qual a escola é parte
importante”.
É bom
estar atenta aos casos de pais que sentem-se culpados por
terem pouco tempo com os filhos e procuram fazer com que os
momentos juntos sejam agradáveis, esquivando-se de
situações difíceis e pecando por omissão.
“Há os que fazem o contrário, cobrando
excessivamente deveres e atitudes dos filhos logo que os encontram,
gerando irritabilidade e brigas”.
Neide Zucoli
ressalta que mãe e pai devem aproveitar o tempo com
os filhos para criar um ambiente agradável em casa,
dar afeto, carinho, conversar e também para educar,
corrigir, discipliná-los, dando exemplo através
de suas próprias atitudes.
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